DI DANIELLE

“Descobri que estava grávida 2 meses após chegar em Sydney”

Fazer um intercâmbio envolve um grande planejamento, mas, mesmo se preparando, algumas pessoas passam por situações surpreendentes durante a jornada no novo país. Isso aconteceu com a Danielle Farias, 31, que passou quatro meses planejando a vinda para a Austrália com o marido, Eduardo, e a filha, Marina, com 1 ano na época.

“Nossa adaptação no país foi bem tranquila, pois é muito fácil se adaptar às coisas boas. Poder contar com transporte público que funciona, andar com objetos de valor (celular, relógio, jóia) sem sentir que será assaltado… Minha filha adorou poder ter uma rotina de passeios ao ar livre, coisa que não tínhamos quando morávamos em São Paulo”, conta.

A supresa, no entanto, veio dois meses depois para o casal, que descobriu uma nova gestação. Por terem acabado de chegar na Austrália, o seguro saúde ainda possuía carência no caso de gravidez.

“Todas as consultas, exames, internação e parto tiveram que ser pagos integralmente por nós e sem direito a reembolso”, conta a carioca.

Outro desafio que Danielle enfrentou foi conciliar os estudos, trabalho e gestação. Ela lembra que, no começo, revezava com o marido para estudar e cuidar da primogênita. Mas depois, quando Eduardo conseguiu um emprego fixo, ela pode se dedicar em tempo integral à família, à gestação e aos estudos.

Sobre a experiência do pré-natal e parto, a carioca diz que não viu muita diferença com o Brasil, mas que o contato com o bebê após o nascimento foi muito maior com a caçula Larissa. “Momentos após o nascimento da nossa filha, a equipe médica a pegou para pesá-la e medi-la, devolvendo-me em seguida. Foi o único momento em que fiquei fisicamente longe dela. A partir disso, todos os exames (teste do pezinho, audição e visão) e consultas eram feitos no meu leito, na minha presença. No Brasil, eu só pude estar com minha filha 4 horas após o nascimento dela e todas as noites ela dormia no berçário”, explica.

Outra diferença que Danielle relatou foram os cuidados com a alimentação do recém-nascido na Austrália, onde as enfermeiras e especialistas incentivam ao máximo a amamentação. “Eles são muito resistentes à introdução do leite artificial. Eu tive que assinar um documento me responsabilizando pelo uso da fórmula”.

E o inglês, o maior receio da maioria dos intercambistas, não foi um problema para as pequenas. “Muito mais fácil para elas do que para nós, já que a língua inglesa para as crianças funciona como uma extensão da língua portuguesa. Se você fala em inglês ou em português, elas entendem e respondem de acordo”, diz Danielle.

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Noelle Marques

Noelle Marques – Journalist

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